Estive a pensar...
O amor é um sentimento muito positivo e lindo mesmo...
O problema é que nos relacionamentos afectivos já se encontra pouco...
Relacionamentos fugazes é o que mais se vê simplesmente devido ao gosto pela lurúxia, poder ou dinheiro... Sempre existiram mas nunca época onde vivemos rodeiados de contradições ( por exemplo, movimentos pacifistas vs. guerras mundiais; fundamentalismo vs. globalismo, etc, etc.), somos realmente o resultado de uma barbárie que nós próprios criamos (nós, a tal civilização ocidental que tanto oprimiu o resto do mundo e que julgavamos ser superior)...
Consequência: somos o espelho de um mundo decadente e desacreditado do pacifismo e do diálogo como força maior para a resolução de problemas, logo, o amor está deteriorado nas suas mais diversas formas: pais que compensam filhos com materialidades absolutamente desnecessárias que em nada irão beneficiar o futuro adulto que ali se encontra em potencial; casais que se enganam tanto a nível da traição (onde buscam em terceiras pessoas a solução para as carências que sentem - sendo estas oriundas de diversas causas - resultando numa felicidade e solução aparente, quando o problema de base continua sem ser solucionado) como ao nível psicológico (oprimindo aquilo que realmente são, o que querem e desejam em nome e em benefício directo para o cônjugue - o que, na maioria das vezes, não vale mesmo a pena); amizades por interesse ( onde nada se faz sem se pensar receber nada em troca ); e até doações ( diz-se por aí que se deve dar com a mão direita e esconder a esquerda porque quando se dá algo a alguém tal acção deve ser feita com motivações verdadeiramente de ajuda ao próximo sem ser para ostentação, o que não envalida as mega acções de caridade efectuadas pelos media)...
Continuo piamente a acreditar que é possível que tudo isto mude... Eu pelo menos tento, a cada dia que passa, melhorar-me como ser humano...
Tudo isto faz com que às vezes olhemos para alguém, que estimamos ou não, e pensemos de que raio é que aquela pessoa é feita, por que razão terá feito algo... Não lhe acontece isto?
Nessas alturas, cabe-nos a nós decidir se queremos ou não que X pessoa continue na nossa vida...
Tantas vezes penso como é que há pessoas que mudam tanto, como ficam tão diferentes... Já levei com cada decepção que até chega a parecer que nem conheço a pessoa que tenho à minha frente... O meu último problema foi realmente uma questão de expectativa... Esperava algo de alguém que não me podia dar o que realmente preciso... Nem fui aquilo que sou, demonstrando ser um ser demasiadamente frágil e infantil... Graças a Deus que voltei a ser o que sou!
É o efeito que as experiências que passamos têm em nós...
Enfim, a volta que esta minha divagação deu... Mas é que existem coisas à minha volta que me incomodam...
E pensar que o mundo "caminha alegremente para a bancarrota" das relações humanas mexe comigo e deu-me mesmo vontade de fazer uma pequena adaptação d' Os Maias, do genial Eça, aos dias que correm...
E por aqui me fico (até que isto foi terapêutico para mim)... Ouvindo a " What's you made of" da Lucie Silvas com o Antonio Orozco, que, por acaso, até tem muito a ver com o que disse...
(esta postagem já é antiga pois tava no meu outro blog... Mas continuo com esta ideia e resolvi partilhá-la com todos aqueles que só agora me visitam..)
O amor é um sentimento muito positivo e lindo mesmo...
O problema é que nos relacionamentos afectivos já se encontra pouco...
Relacionamentos fugazes é o que mais se vê simplesmente devido ao gosto pela lurúxia, poder ou dinheiro... Sempre existiram mas nunca época onde vivemos rodeiados de contradições ( por exemplo, movimentos pacifistas vs. guerras mundiais; fundamentalismo vs. globalismo, etc, etc.), somos realmente o resultado de uma barbárie que nós próprios criamos (nós, a tal civilização ocidental que tanto oprimiu o resto do mundo e que julgavamos ser superior)...
Consequência: somos o espelho de um mundo decadente e desacreditado do pacifismo e do diálogo como força maior para a resolução de problemas, logo, o amor está deteriorado nas suas mais diversas formas: pais que compensam filhos com materialidades absolutamente desnecessárias que em nada irão beneficiar o futuro adulto que ali se encontra em potencial; casais que se enganam tanto a nível da traição (onde buscam em terceiras pessoas a solução para as carências que sentem - sendo estas oriundas de diversas causas - resultando numa felicidade e solução aparente, quando o problema de base continua sem ser solucionado) como ao nível psicológico (oprimindo aquilo que realmente são, o que querem e desejam em nome e em benefício directo para o cônjugue - o que, na maioria das vezes, não vale mesmo a pena); amizades por interesse ( onde nada se faz sem se pensar receber nada em troca ); e até doações ( diz-se por aí que se deve dar com a mão direita e esconder a esquerda porque quando se dá algo a alguém tal acção deve ser feita com motivações verdadeiramente de ajuda ao próximo sem ser para ostentação, o que não envalida as mega acções de caridade efectuadas pelos media)...
Continuo piamente a acreditar que é possível que tudo isto mude... Eu pelo menos tento, a cada dia que passa, melhorar-me como ser humano...
Tudo isto faz com que às vezes olhemos para alguém, que estimamos ou não, e pensemos de que raio é que aquela pessoa é feita, por que razão terá feito algo... Não lhe acontece isto?
Nessas alturas, cabe-nos a nós decidir se queremos ou não que X pessoa continue na nossa vida...
Tantas vezes penso como é que há pessoas que mudam tanto, como ficam tão diferentes... Já levei com cada decepção que até chega a parecer que nem conheço a pessoa que tenho à minha frente... O meu último problema foi realmente uma questão de expectativa... Esperava algo de alguém que não me podia dar o que realmente preciso... Nem fui aquilo que sou, demonstrando ser um ser demasiadamente frágil e infantil... Graças a Deus que voltei a ser o que sou!
É o efeito que as experiências que passamos têm em nós...
Enfim, a volta que esta minha divagação deu... Mas é que existem coisas à minha volta que me incomodam...
E pensar que o mundo "caminha alegremente para a bancarrota" das relações humanas mexe comigo e deu-me mesmo vontade de fazer uma pequena adaptação d' Os Maias, do genial Eça, aos dias que correm...
E por aqui me fico (até que isto foi terapêutico para mim)... Ouvindo a " What's you made of" da Lucie Silvas com o Antonio Orozco, que, por acaso, até tem muito a ver com o que disse...
(esta postagem já é antiga pois tava no meu outro blog... Mas continuo com esta ideia e resolvi partilhá-la com todos aqueles que só agora me visitam..)